30 julho 2012

VAMPIROS AMAM?


Há muitos comentários pela web sobre vampiros e amor. Os mais intensos fãs dessas criaturas, os mais tradicionais, não aceitam a ideia dos seres invadindo a literatura de uma forma diferente. Para tais, vampiros são feras sanguinárias e pronto.
Do lado oposto, temos a nova geração que encanta-se com o fascínio que essa raça exerce pelos humanos no novo estilo de escrita apresentado pelos autores e autoras dessa época.
Entre prós e contras de ambas as partes, tomo as teorias e as peso na balança. Verifico passo a passo cada ideia exposta e chego a uma única conclusão: sim, vampiros amam!
Vejam bem, tomados pelo infortúnio do destino, essas criaturas não pediram para estarem nessa condição, essa é a crendice que se vê na maioria dos livros. Seja lá como tenha acontecido o surgimento da raça (um assunto polêmico que logo trarei para vocês), o fato é que a maldição foi sendo passada e a multiplicação dos mesmos atingiu proporção esplêndida, mitologicamente falando. Sendo assim, voltando ao nosso raciocínio, não pediram para serem vampiros, salvo raras exceções (oi, Bella Swan!). Diante do fato, a pergunta é: Se vampiros não amam, se não carregam nenhuma bagagem de suas vidas de outrora, por que lembram-se dos próprios nomes, dos pais, dos irmãos, amigos, parentes, amores perdidos, profissões e tudo mais? Por que sentimentos saudosistas, nostálgicos, os afetam? Por que demonstram sentimentos?
Então, vampiros amam?
Não. São feras indomadas, seres irracionais.
Será que são?
Como explicar, então, o fato de elaborarem mirabolantes estratégias para alcançarem suas presas? Por que sentem-se tão solitários com o passar dos séculos, que necessitam de companhia e, por tal motivo, transformam humanos em novos vampiros? Porque vampiros não amam, certo? São seres irracionais, apenas feras...
Comparados aos animais selvagens, ou domesticados, sendo que os mesmos são fabulosamente educados, sedutores, gentis e atenciosos; partimos para novas indagações, bem fúteis por sinal.
Feras... animais. Bem, eu tenho um cachorro enorme, parece um lobo, um husky siberiano. Um animal irracional, entretanto, elegante, simpático, gentil. Tal como os vampiros, certo? Talvez... O fato é que o Leon, meu cãozinho, será o primeiro a me socorrer, a entregar sua própria vida por mim. O que seria isso senão amor?
Então... vampiros amam!
Bram Stocker, criador de Drácula, deixou claro que seu conde vampiro não conteve o ímpeto que o tomou, o instinto predador. Drácula amou, mas matou. Lamentou-se, à sua maneira, mas amou. E matou...
Em Adeus à Humanidade, a autora nos mostra um novo estilo de vida da raça. Fugindo das góticas e sombrias estórias, Marcia Rubim apresentou teorias e, em sua própria mitologia, desmentiu mitos! Conseguiu colocar os vampiros em plena luz do dia sem que precisem brilhar como destaque de carro alegórico de escola de samba (e olha que a estória tem fases que se passam no Rio de Janeiro) e sem precisar de nenhuma joia rara, como lapiz-lazulli. Simples e perfeito. Pronto! Para que complicar mais a vida dos vampiros? Melhor, a dieta alternativa não era à base de “tofu sanguíneo”, pelo contrário, sangue humano no maior estilo “legalizado”. Ninguém se fere, ninguém fica sem entender como médicos, pacientes, vampiros e humanos podem conviver pacificamente. E o ponto alto: o vampiro não é gelado!!! Sim, imaginem a situação... Bem, tem adolescentes lendo, melhor deixar esse papo para outro debate.
Concluindo, vampiros lembram-se de suas vidas passadas, sentem saudades, desejos intensos e... Vampiros amam!

Sou Nicole Weiss, colunista nova e fã alucinada de Adeus à Humanidade e da Marcia Rubim. É um prazer estar aqui e espero os comentários de todos.
Abraços e até a próxima!

Um comentário

  1. Nicooole, que coisa mais certa isso tudo o que tu escreveu.
    Eu amo a saga Twilight e nunca mudaria nenhum detalhe. Mas não tenho nada contra os vampiros bem ... VAMPIROS.
    Sou fã deles e não tenho preconceito com nenhum tipo de vampiros *-*

    AMEI o texto, beijoca :*
    @pirulitolimao

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