15 novembro 2012

Entrevistas

Então, pessoal... Ando sumidinha, né? rsrs

Mas agora estou de volta!  \o/\o/

Bem, colocarei neste post algumas entrevistas que fiz, mesmo que algumas tenham se perdido ( infelizmente!), para que vocês saibam um pouco mais sobre o livro e a autora ( euzinha aqui!)

Bem, vou iniciar com a entrevista do Blog Livros e Séries ( infelizmente extinto pela queridíssima Niki Weiss).

Entrevista com a diva



Essa entrevista eu já tinha publicado no meu bloguito, mas acho que todos os fans daqui esperam conhecer um pouco mais da maravilhosa e poderosíssima Marcia Rubim. Portanto, nada mais justo que compartilhar com todos aqui também.

Vamos acompanhar as palavras da diva? Divirtam-se e conheçam agora um pouco mais dessa autora que é uma simpatia com todos os seus fãs.


Sabemos que sua obra aborda cenários e aspectos diferentes dos já relatados do gênero. O que a levou a optar por essa abordagem inédita?
Como você mesma acabou de dizer, eu não queria que a minha obra se parecesse com nada do que já existe na atualidade, tornando-se apenas mais uma a aproveitar o gancho do modismo “vampiros”. Eu queria personagens adultos, intensos, repletos de defeitos (e não estereótipos da perfeição), e, é claro, vivenciando o que há de mais bonito, ou seja, um amor impossível. Ficava imaginando como seria se esse tipo de romance acontecesse dentro do nosso cotidiano brasileiro (um povo que consegue fazer humor até mesmo diante das maiores catástrofes), das nossas dificuldades e limitações... e acho que foi exatamente esse diferencial que agradou os leitores.

Claro que protagonistas, quase sempre, são os queridinhos dos leitores e dos próprios autores. Porém, seus coadjuvantes são tão fantásticos quanto os principais. Desses, qual seu preferido e o que sente ao descrevê-lo?
Pergunta difícil de responder... rsrs
Acho que todo autor de algum modo ama todos os seus personagens, mesmo os secundários. Adoro a Anne, o Allan... Mas vou citar a Ava porque ela é muito espirituosa, mesmo sofrendo horrores internamente. Ava é uma personagem que luta para se adaptar, reergue-se a cada amanhecer e participa dos momentos mais decisivos da trama, embora não apareça com tanta frequência por motivos óbvios: quer deixar os dois pombinhos a sós (Stephanie e Richard) para vivenciarem o amor que ela jamais poderá sentir novamente. É uma situação trágica, porém louvável. Como alguém consegue sobreviver a um futuro eterno sem qualquer tipo de esperança?

Por que escrever uma narrativa em primeira pessoa?
A narrativa em primeira pessoa aproxima o protagonista ao leitor, dando-nos aquela impressão de familiarização, como se estivéssemos lendo uma carta que alguém que estimamos nos escreveu. Também causa certo mistério quanto aos demais personagens, já que apenas lemos os pensamentos de uma pessoa ( deturpados ou não), podendo nos distanciar bastante da realidade. No meu entender, isso oferece um ótimo trunfo ao autor para desenvolver reviravoltas na trama.

Stephanie, a protagonista, tem um pouco da Marcia Rubim?
Todos os personagens têm um pouco da autora. É neles que projetamos as coisas que gostamos, odiamos, e até o que desejaríamos ser. Duvido muito dos autores que insistem em dizer que ficam fora por completo. A Stephanie carrega da Marcia Rubim um pouco da timidez (eu sei, não aparenta, mas é verdade!), dos pensamentos irônicos (ok, ela é pior do que eu! Kkk) e da perseverança. Posso cair hoje, mas amanhã já estarei de pé (nada como um dia após o outro, não é mesmo?).

Quem foi seu ‘modelo’ para compor as características intelectuais e emocionais do dr. Richard?
O Richard não foi inspirado em ninguém que eu conheça. Admito que conheço pessoas exigentes e que até já fui consultada por médicos extremamente metódicos, mas nenhum deles chamou a minha atenção a ponto de servirem como um modelo. Acho que o descrevi assim mais por uma necessidade da estória; ele tinha que agir e ser dessa forma para resguardar a si próprio da dor de ser algo que odeia. A inteligência extrema, a inconstância e a sua impulsividade funcionam como um escudo (afastando as pessoas do monstro que ele tanto julga ser), e ao mesmo tempo escondem (quase que a sete chaves) a carência e uma capacidade incontrolável de amar.

Como bem sabe, já declarei meu amor pelo paizão da estória, o dr. Allan. Ele já teve um grande impacto no enredo do primeiro livro. Pode nos adiantar qual será a intensidade dele nos próximos volumes?
Allan será de vital importância em todos os livros da série. Participará tanto dos momentos cômicos quanto dos decisivos. É o paizão que todo mundo gostaria de ter!

Ava, Anne, dr. Luciano... Personagens inesquecíveis e divertidos, são os que apimentam a trama. Há algo especial reservado para eles?
Sim, todos eles terão destinos especiais e até mesmo surpreendentes, embora, para ser sincera, o Dr Luciano não tenha uma participação tão intensa no segundo livro da série, sendo mais citado do que atuante (é necessário levar em consideração que os protagonistas – Stephanie e Richard - afastam-se um pouco daqueles que não sabem do segredo que os cerca, ou a convivência seria impossível!). Em contrapartida, outros personagens surgirão para engrossar o elenco dos próximos volumes, provocando o que eu chamo de efeito cascata.

Por que vampiros?
Não dá para negar que adoro o tema. Aliás, da literatura fantástica em geral! É o tipo de fantasia que conseguimos facilmente assimilar e trazer na mente como algo real. Vampiros têm aquele ar de mistério e sensualidade que provoca curiosidade nas pessoas, e comigo não acontece diferente.

Além do seguimento da série, quais as ideias para futuros projetos?
Comecei a escrever um novo texto sobre outro tipo de ser imortal, diria que enfeitiçado, mas desde que lancei ADEUS À HUMANIDADE não consegui traçar meia dúzia de linhas. Rsrs (A pressão dos leitores é muita para que QUANDO A HUMANIDADE PREVALECE chegue logo às prateleiras...)
Também estou participando de um grupo de autores que lançará um livro de contos de amor ( espero que dê tempo de terminar o meu!)

Nos fale da sensação de segurar uma obra sua publicada nas mãos, de saber a opinião dos leitores, de ver que está entre os primeiros na lista dos mais vendidos...
Indescritível! Ter uma obra publicada é uma realização! Independentemente de ser ou não um sucesso, o fato de saber que estarei presente de alguma forma na vida das pessoas é... surreal! Dia após dia, sempre acabo me surpreendendo por descobrir que os meus personagens trouxeram algo de bom, que emocionaram, e até motivaram os leitores. Já recebi relatos surpreendentes, alguns super divertidos e outros que me fizeram chorar! Ontem mesmo, uma leitora me revelou que resolveu fazer um curso de fotografia por influência da Stephanie (essa chantagista é mesmo uma danada, não?rs). Quanto ao fato de estar vendendo bem, não vou negar que fiquei muito feliz com a notícia, embora não crie expectativas demais, pois sabemos que vender livros nacionais neste país - que dá tão pouco valor ao seu povo - é trabalho de formiguinha. Se eu tiver ainda algum crédito com o Papai do Céu, pedirei que ao menos possa editar o restante da série. E isso, felizmente ou não, depende das vendas...


Uma rapidinha:
Cor – Azul marinho
Frase – “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. – Mário Quintana
Desejo – Ver o nosso povo mais instruído; a educação ainda é escassa no Brasil
Felicidade – Ter a família e os amigos sempre ao meu lado
Música – Forever by my Side - Manhattans
Livro – O Melhor de Mim – Nicholas Sparks
Emoção – O nascimento do meu filho
Literatura ou música? – Atualmente, literatura ( mas amo os dois!)
Romance ou sobrenatural? – Pode ser romance sobrenatural? rsrs
Um sorriso – O de todas as crianças, porque são sinceros
Uma vitória – Publicar um livro e ter a certeza de que, se o meu pai estivesse vivo, seria o maior orgulho da vida dele.
Um sonho – Editar a série inteira de ADEUS À HUMANIDADE
Uma batalha – Ajudar a literatura nacional a conquistar mais adeptos

E, claro, um recado para os leitores e outro para os novos escritores em busca do mesmo objetivo que você alcançou:
Aos leitores que já leram, só tenho a agradecer pelo carinho que tenho recebido desde que ADEUS À HUMANIDADE foi lançado. Nada é mais gratificante do que esse retorno que vocês me oferecem;

Aos leitores que pretendem lê-lo, gostaria que soubessem que este livro foi fruto de um trabalho árduo. Nele, depositei noites sem sono, pesquisas, revisões infindas, enfim, participei de todas as etapas, desde o primeiro insight até a confecção da capa. Ri sozinha pensando no que as pessoas achariam das cenas cômicas e também chorei com as que impunham maior emoção. Posso dizer que nele depositei o que há de melhor em mim, e espero sinceramente que, mesmo sendo um romance sobrenatural, de alguma forma o livro possa trazer uma mensagem de amor e esperança para a vida de todos;

Aos novos autores, não há outra coisa a dizer, senão: “invistam nos seus sonhos”. Mas façam isso convictos de que a sua obra pode somar, e não ser apenas mais uma entre milhares. Descobri que esse ofício não é nada fácil e demanda de uma dedicação ímpar. Canso de ouvir colegas dizendo que a parte que lhes cabe é apenas a da escrita, que o resto é por conta da editora. E eu insisto: não, não é! A obra é lida e vista como um todo pelos leitores, e se não os agradamos sob qualquer aspecto, é o nosso nome que será associado! Entretanto, apesar de tanto trabalho, a satisfação de ver um livro publicado, sendo lido e reverenciado por todos os cantos do país é efêmera! É uma emoção que jamais senti antes...

Por fim, quero agradecer também a oportunidade desta entrevista. Achei as perguntas de muito bom gosto e profissionais. Parabéns! Adorei tudo, Niki!
Você, como sempre, é igual às baterias das escolas de samba: nota dez!
Bjsss
Veja abaixo as demais entrevistas:

Nenhum comentário

Postar um comentário

© AUTORA Marcia Rubim- TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | Design e Programação por